O CICLO SEM FIM
O que acontece quando um autor se recusa a se acomodar, tornando-se um nômade de estruturas dentro do jogo infinito da percepção?
Um escritor deixa coisas por escrito; em outras palavras, ele lança códigos no tempo.
Quando alguém escreve a partir de uma experiência real e compartilha seu ponto de vista, registra naquele espaço-tempo uma lógica que faz sentido para a consciência naquele exato momento. Mas o que acontece quando o autor não se contenta com o raso e está em constante transformação, sempre buscando o que ainda não conhece?
Eles derrubam uma caixa e entram em outra. Derrubam essa nova caixa e saltam para a próxima. Um movimento sem fim. Com o tempo, qualquer pessoa que opere assim percebe que se tornou um nômade de caixas.
A grande virada de chave é entender que todas as caixas continuam existindo. Não há certo ou errado, verdadeiro ou falso. As caixas das quais você já saltou para fora não deixam de existir só porque você as abandonou. Tudo é uma caixa. Vivemos permanentemente dentro do labirinto de caixas.
Você passa anos lutando para evoluir, destruir sistemas de crenças, abandonar dogmas, pensa que finalmente encontrou a saída definitiva e decide que não quer mais pertencer a nenhuma estrutura.
Até que o golpe final de lucidez se revela: ao declarar que você saiu de todas elas, você acabou de entrar na caixa da não-caixa.
Não é a liberdade absoluta; é meramente mais uma opção de escolha dentro do mesmo labirinto.
A ilusão não é estar dentro da caixa, mas acreditar que existe um lugar onde as paredes deixam de existir. O jogo não é sobre encontrar a saída final. O jogo é aprender a navegar no labirinto sem se algemar a nenhuma de suas paredes.
E você? O que pensa sobre isso?
Você já se pegou tentando escapar de uma estrutura mental, apenas para perceber que acabou de se mudar para um cômodo mais sofisticado no mesmo labirinto? Qual é a sua conclusão sobre isso? Deixe sua perspectiva nos comentários.
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